sábado, 21 de abril de 2012

Hooters Brasil

Estivemos com visitas ha 2 semanas e aproveitamos para dar uma passeada, mostrar a cidade e aproveitar para conhecer mais locais. Mesmo morando ha 5 meses aqui ainda me sinto uma turista.
Fomos almoçar no Hooters da Vila Olímpia. Conhecí o Hooters quando fui a primeira vez aos EUA, em 1994 e amei. Sempre admirei muito os americanos porque tudo que fazem é de muito bom gosto e pode apostar: vira sucesso. Então quando soube que tinha um aqui em SP, quis ir, ainda não tinha aparecido uma oportunidade até que tivemos visita.
Eu esperava ver garçonetes como as que ví no dos EUA: loiras, pouca poupança e muita comissão de frente. Claro que não encontramos. Garçonetes morenas, minguadinhas e sem muita pimenta! Nisso eles regionalizaram e confesso que me decepcionei um pouco, porque a característica do Hooters é essa né? 
Mas muito educadinhas. Estávamos em 2 casais, uma chegou na mesa logo avisando: "Aqui é bem descontraído! Mulheres, não tenham ciúme. Daqui a pouco vamos apresentar uma dancinha". Perguntou o que queríamos comer e beber sempre com um sorriso simpático no rosto e nos atendeu muito bem.
Você não vê muita mulher consumindo lá dentro. É fácil ver mesas cheias de homem, mas no dia que fomos chegou uma família com 2 filhos pirralhos e tinha outra mesa com casais. Então é bem eclético.
A especialidade do Hooters são asinhas de frango, mas eu fiquei na Quejadilha e o marido na Costela. Lá tem porção de costela bem menor que no Outback, então se você quer se deliciar com costela, mas não está com muita fome, é uma ótima pedida e o chopp lá é Devassa (claro!). O preço não é muito diferente de qualquer outra lanchonete do estilo: razoavelmente caro!
As garçonetes fizeram uma dancinha bem ingênua lá na frente do balcão. Ah, e lá tem um aviso bem grande que diz "Proibido bater foto das hooters girls". Mas eu só ví depois de ter batidos altas! haha
Bom, valeu a pena conhecer e ainda saímos de lá com souvenirs: uma caneca de vidro gigante, de 1L eu acho, e um copinho de shot. Preços meio salgados, mas como eu disse, ainda me sinto turista e nos demos esse luxo.
Ah, e vai abrir outro Hooters no bairro Mooca, no Mooca Plaza Shooping e vagas para Hooters Girl estão abertas! 

#Copo de shot: R$ 25
#Canecona: R$ 50 (pode levar ela cheia de chopp com mais R$1)

(família, sem sermão, por favor!)


Hooters Brasil - Vila Olímpia
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/bares/hooters/fotos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sobre Pessoas


Hoje vou falar de pessoas.
Conheço pessoas de outras nacionalidades, porém vou comparar paulistanos e cearenses pois este foi com quem cresci e vivi e o primeiro é com quem estou vivendo esses quase 5 meses, diariamente e faz parte do contexto deste blog.

Somos brasileiros mas somos brasileiros diferentes. O brasileiro Paulistano é bem diferente do brasileiro Cearense.
Notei que o paulistano é mais independente, precisa menos de calor humano, precisa menos de gente. 
Irônico, pois São Paulo é feito de MUITA gente, que vêm e vão todos os dias, em passos curtos e rápidos, pra lá e pra cá, olhando no relógio, cara fechada, sempre aparentando estar preocupado com alguma coisa. Ufa! 

Paulistanos, não pensem que estou falando tudo isso num sentido ruim. Pelo contrário. Acho isso lindo. Demonstra que são pessoas extremamente trabalhadoras, que lutam pelo que querem, têm responsabilidades e fazem de tudo para cumprí-las pontualmente (isso é bom frisar - pontualmente).
Apesar deles terem esse lado corrido, são pessoas doces, educadas, prestativas e muito responsáveis e quando prometem, cumprem! (pelo menos essa foi minha experiência até agora)
Os paulistanos me lembram muito os americanos. Mas com a intimidade do brasileiro.

Resolví falar sobre isso pois algumas atitudes e acontecimentos da sociedade paulistana que eu convivo me chocaram num primeiro momento. 
As pessoas te convidam pra almoçar com elas e quando terminam dizem "vou indo, até logo!". 
Oi? Como assim?
Sou cearense, acostumada com companhia, preciso de gente perto de mim até eu terminar de almoçar. Se estamos juntos, vamos juntos até o fim!

Calma lá, aqui a coisa é diferente. Eles tem a vida deles, o momento deles e seus compromissos. Não têm necessidade de ficar juntinhos a todo e sempre. Porquê? Pra quê? Time is money!
Nós cearenses gostamos muito de falar, conversar, contar uma história toda tim-tim por tim-tim pra gerar um diálogo. Os paulistanos se interessam pela sua história sim mas são ótimos ouvintes. Ponto. Pra quê ser tão detalista? Eles são objetivos. Vá logo ao ponto! 

Encaro tudo isso com muito bom humor, pois admiro os paulistanos e estou adorando essa convivência, aprendendo a entender as pessoas e vê o quanto são diferentes e como é linda essa diferença.
Aprender a se adaptar a um mundo novo é muito interessante.
Viver em São Paulo está sendo uma experiência de vida fora do comum.
Eu, como cearense, preciso de pessoas. Aqui em São Paulo, eu as tenho. Eu as adoro do jeitinho que elas são. Isso que é amor. E eu posso dizer que já amo São Paulo.

Uma observação porque sei que pode gerar bafáfá. 
Os cearenses são responsáveis sim, gostam de trabalhar também. Mas a diferença é que aqui as coisas são mais rápidas, mais ágeis. 
Não estou dizendo que o jeitinho cearense é ruim. Claro que não. Apenas é diferente. Não sei se por questão de clima, localização geográfica, whatever. São diferentes, ninguém é igual e com pessoas de estados diferentes não poderiam ser diferentes (quanto diferente!).
Entendam, não estou desmerecendo meu estado querido. Espero que entendam a diferença (de novo!).

Termino este post com a declaração do homem que trái:
"São Paulo, sempre te amei mas não sabia!"
"Ceará, é você e só você!"
Os dois tem cantinho guardado no meu coração.

Mas é bem por aí!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dia de Praia e Aventura

Bem, como disse no post anterior, não viajamos neste feriado, meu marido trabalhou segunda e terça de carnaval e eu, graças a Deus, tive folga. 
Ontem finalmente revi um amigo de Fortaleza que mora aqui ha um tempo. Essa vida corrida de SP não tinha nos permitido ainda um encontro. Ele fez a gentileza de me levar ontem pra Guarujá, uma praia do litoral Paulistano. Foi ótimo pra sair um pouco de casa, ver gente, conhecer um local novo. Sem falar nos amigos dele que foram também e que são ótimos, adorei conhecê-los.
Foi um dia bem intenso e já conto porque:
Tudo começou quando ele confirmou que iria pra Guarujá as 11:30. Ele me pediu q fosse pra estação de metrô  Paulista, que eles me pegavam lá. Era 11h e eu fui me agilizar. Saí de casa 11:30 e aí é que começa a aventura.
Passei no banco pra tirar dinheiro e, nas pressas, digitei a senha errada, meu cartão de débito bloqueou. Lindo! Só estava com o de crédito, mas tudo bem, afinal todo canto aqui em SP aceita cartão de crédito, ainda mais numa praia super badalada como Guarujá. Fiquei tranquila. 
Fui ao ponto de ônibus, era 11:47 exatamente, tinha que pegar um que fosse pro metrô Bresser - Lembrando que eu nunca tinha pego condução da minha casa para o metrô, pois sempre vou de carona com meu marido - e o primeiro que apareceu que tinha "Bresser" escrito, eu peguei. Afinal estava com pressa, estavam esperando só por mim e aquele ônibus iria pro Metrô Bresser com certeza. Mas mal eu sabia QUE HORAS ele estaria na estação.
Resumindo, eu peguei ônibus no sentido errado e fiz um tour pela Mooca, Vila Prudente e adjacências e fui chegar na estação Bresser-Mooca as 13h (lembra a hora que saí?). Beleza, fui até a estação Anhangabaú e eles me pegaram lá. Todos já deviam ter me xingado muito, mas tudo bem, descontraímos, conheci a galera e ficou tudo bem. Saímos de SP as 13:22h. Chegamos na praia da Enseada as 15h. Viagem tranquila, estrada boa e um caminho lindo!
Bem, achei Guarujá normal. Pra quem tá acostumada com praias belíssimas lá no Ceará, Guarujá era só mais uma praia. Mas, claro, era Guarujá. Eu estava no Guarujá. Que chique! Isso já valeu. O quiosque que ficamos, Quiosque do Fernando, aceitava cartão de crédito, UFA. Mas a máquina não estava passando. 
Mas nada abalou o momento. A galera foi solidária e juntou os trocados e pagou pra quem só tinha levado cartão de crédito (eu e o meu amigo) e depois a gente se acertava.
Passamos uma tarde agradabilíssima, curtindo uma praia, tomando uma cervejinha de leve (1 latinha custa R$4,00), lanchamos, rimos, conversamos, foi muito bom mesmo. 
Fomos embora as 19h, ainda meio claro, pegamos um trânsito de leve, mas nada de mais.
Chegamos no pedágio, R$10,00, pergunta se alguém tinha dinheiro! Pedágio só aceita dinheiro ou cheque. Ficamos de parar na volta pra tirar dinheiro mas esquecemos. Lá fomos nós esperar mais uma meia hora para a galera do pedágio imprimir o boleto para ser pago posteriormente. Nessa brincadeira eram 20:30h.
A volta foi tranquila, ficamos conversando pra passar o tempo, ouvindo música e tava tudo ótimo.
Me deixaram na estação Paulista pra eu voltar pra casa. E mais uma situação aconteceu pra fechar o dia com chave de ouro: Eu não tava com dinheiro, meu Bilhete Único* tinha acabado os créditos e lá não aceitam cartão de crédito. Resultado: ligar pro maridinho ir me pegar na estação. Sorte que não tinha trânsito por ser feriado, então ele chegou rapidinho. Chegamos em casa 22:30h.
Foi um dia bem intenso mas muito agradável graças as companhias maravilhosas e por ter conhecido mais um point aqui em Sampa.
E aprendí uma lição: 
1) Não esqueça a senha do seu cartão de débito;
2) Não saia sem dinheiro em espécie na carteira em SP, porque nunca se sabe;
3) Se informe do ônibus, antes de pegá-lo;
4) Tenha o melhor marido do mundo. (mas essa lição eu já sabia)

*Cartão recarregável, que serve para metrô, trem e ônibus.
Saiba mais sobre O Guarujá: Praia do Guarujá On line

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval in São Paulo

Carnaval não viajamos, vamos ficar em nossa casa mesmo, curtindo o tédio e a falto do que fazer.
Mas é até cara de pau minha dizer 'falta do que fazer' numa cidade como São Paulo, porque já andei pesquisando e a programação na cidade pra esse feriado é das mais variadas possíveis: tem bloquinho de rua na Vila Madalena, peças de teatro, cinema, até passear sem rumo pela cidade pode ser divertido.
Então, procurando no Google por parques na Mooca, acabei achando um texto escrito por Washington Olivetto, meu colega de profissão, publicitário famosíssimo e resolvi postar aqui. Achei muito bonito e coloco negrito em algumas partes que eu mais gostei. Lá vai:

SÃO PAULO POR WASHINGTON OLIVETTO

Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York. 
Discordo deles. Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade. Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire.
Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e, por isso mesmo, não se parecer com nenhuma.
São Paulo, entre muitas outras parecenças, se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no Pari, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.
São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o Emiliano e o L’Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes. Tem o deslumbrante pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país. Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em Congonhas.
São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.
São Paulo é realmente curiosa. Por exemplo: tem diversos grandes times de futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido “o mais querido”. Mas, na verdade, o maior e o mais querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras. São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar Maroni, do afamado Bahamas.
São Paulo já foi chamada de “o túmulo do samba” por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Gloria Kalil.
São Paulo faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, muito menos os de feira.
Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror. Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.
São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas, e agora são os cariocas que andam imitando as suas imitações paulistanas.
São Paulo teve o mau senso de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo.
São Paulo se poluiu visualmente com a CowParade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa. Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o Tâmisa.
Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego, São Paulo jamais será uma cidade belíssima. Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem. Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e classes sociais.
São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se manifesta.
São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece observando as meninas que circulam pelas ruas. E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o Sesc Pompéia, o palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da América Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos.
São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas. Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais. Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente muito bem por uma razão tecnicamente comprovada. Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor. Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de Janeiro.

Washington Olivetto é paulista, paulistano e publicitário

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Transporte público - Acostume-se ou acostume-se

Bem, estou morando em São Paulo ha quase 2 meses e vou falar do transporte público com a visão de alguém que está morando em São Paulo ha, bem, 2 meses. Prometo que no futuro, quando já for 'craque' em São Paulo, volto a comentar.
Não tenho referência, nem tenho como comparar com Fortaleza/CE, onde morava, porque lá eu tinha meu carro e ia com ele pra cima e pra baixo. Mas mesmo assim, no meu círculo de amizade e redondezas, evolução é você comprar o seu carro e parar de andar de ônibus.
Confesso que quando vim a São Paulo pela primeira vez, em 2010, andar de metrô era um divertimento e uma novidade. Ao falar para meus conterrâneos que andei de metrô em São Paulo, quando nunca tinha se quer posto o pé em um ônibus em Fortlaeza (lá ainda não tem metrô), os comentários eram: "Vixxxx, que chique!". Porque pra nós e acho que para o país inteiro, metrô é sinal de evolução, de cidade grande e desenvolvida, logo, acha-se chique.
Ao vir morar em São Paulo, eu e meu marido só trouxemos o carro dele, que era mais novo, pois se futuramente pensássemos em vendê-lo tiraríamos uma graninha melhor que no meu. O dele é um Renault Sandero 2010 e o meu um Ford Fiesta 2001 (companheiro de aventuras!) que ficou lá para ser vendido (interessados, msg-me!).
Pois bem, eu estava preparada psicologicamente para chegar e não andar de carro, até porque o que mais se ouve aqui é que não vale a pena pois o congestionamento é intenso e tudo é muito longe e haja gasolina e bolso para aguentar!
Enquanto eu não estava trabalhando e passeava pela cidade de metrô fora da hora do hush, era tudo maravilha. Conseguia sempre ir sentada e chegava super rápido ao destino, mesmo tendo que pegar mais de 1 linha. Quando você começa a trabalhar, a história muda e abre-se a porta dos desesperados (literalmente).
As empresas estão tão preparadas para esse crescimento desenfreado da cidade que algumas te dão opção de horários. Pode ser das 8h as 17h, 9h as 18h ou 10h as 19h e outras até tem horário flexível, você entra e sái a hora que quiser, contanto que cumpra as horas. A empresa que eu trabalho me deu as 3 primeiras opções. Depois de testar os 3 horários e ver o que seria melhor para mim, eu escolhi o de 9h as 18h e confesso a vocês: a diferença é muito pouca, porque as estações estão sempre lotadas nesses horários. Estou falando das estações que vão sentido o fluxo maior de pessoas, se você conseguir um emprego no 'contrafluxo' dê graças a Deus, porque desse mal você não vai sofrer.
A estação que eu uso é a vermelha. Subo na Bresser-Mooca e desco na República. Tanto na ida quanto na volta eu espero em média 3 trens até conseguir subir em 1. As vezes aparecem trens vazios, justamente pra dar chance a multidão de gente aglomerada e desesperada que está precisando ir trabalhar ou voltar para casa.
Apesar das pessoas serem educadas e pedirem licença, descule e por favor, nos momentos de lotação é cada um por si e Deus por todos. É um empurra-empurra, pisão de pé, aquele tsunami de gente.
Enquanto a maioria está de fone de ouvido eu fico de butuca ouvindo o que as pessoas dizem. A maioria está insatisfeita com o transporte público aqui em São Paulo, acham que pagam caro de mais para um serviço tão precário.
Se me permite, eu vou defender o metrô. O sistema funciona, nunca fui a uma estação que tenha visto sujeira, lixo no chão, pelo contrário, estão sempre impecáveis. E os trens também, sempre limpos e funcionando perfeitamente. O sistema as vezes não é tão rápido como deveria, não por culpa dos maquinistas e sim por culpa dos passageiros que lotam os trens e insistem em entrar em vagões já abarrotados, empurrando ou empatando as portas de fecharem, causando atraso, transtorno e sufoc o. A mesma coisa serve para os trens (CPTM).
As estações são todas muito bem sinalizadas, qualquer leigo perdido consegue se localizar, seja lendo os mapas ou perguntando a funcionários que estão sempre a vista.
Nos ônibus, os trocadores e motoristas são educados e solícitos com qualquer passageiro.
Gentileza gera gentileza.
Tudo bem, devo admitir que precisa sim de mais trens porque o número de pessoas é muito grande! Mas enquanto essas novas máquinas não chegam, que tal por a mão na consciência e cooperar para o funcionamento do transporte público e com a segurança de toda a população paulistana?

Prometi a mim mesma que não reclamaria de transporte público aqui de São Paulo, afinal de contas eu vim para cá porque eu quis e fui alertada de todos os prós e contras da cidade, inclusive isso.
Eu devo é agradecer por essa cidade e seu povo terem me recebido tão bem e estou aqui querendo cooperar para que São Paulo funcione, para que outros imigrantes como eu, possam vir e terem a oportunidade maravilhosa que estou tendo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Clima em São Paulo

Se alguém algum dia te disser que o clima de São Paulo é maluco, não duvide. Como sempre morei em Fortaleza, essa história de 4 estações do ano nunca passou de teoria pra mim, porque na prática lá não funcionava. E aqui em São Paulo eles falam: "no verão...etc etc", "no inverno...etc etc". Sempre fui acostumada com "época de chuva" ou "época de calor" e pronto.
Com pouco mais de 1 mês morando em São Paulo, já aprendi: sair sempre com agasalho e guarda-chuva, porque nunca se sabe. E é bom seguir mesmo esse conselho para não ser pego de surpresa.
Ontem mesmo fez um lindo dia de sol, calor, mas no final do dia dá-lhe chuva. E é assim quando faz calor, pode se preparar que lá vem chuva no fim do dia. Porém, ha uns dias atrás fez um frio de bater os queixos (pra mim, que não estou acostumada com fri. ainda.o).
Mas o mais incrível de tudo é que São Paulo pode ser dar o luxo de chover, fazer frio, afinal, não tem praia.
Na minha versão, São Pedro diz aos paulistanos:
- Pra quê vocês querem calor e dias ensolarados se vocês nem tem praia para usufruir?
Já para os cearenses, ele diz:
- Pra quê querem chuva e frio? Vocês tem belíssimas praias. Merecem aproveitá-la sem interrupções.
Então, é isso. Vem pra São Paulo? Venha precavido. Botas e agasalhos para os dias de frio e - de novo - agasalhos e guarda-chuva para os dias de calor...bem, e frio também porque nunca se sabe.
Afinal o clima em São Paulo é meio maulco.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dias corridos

Esses dias tem sido bem corridos. Trabalhando o dia todo, chegando em casa, como e durmo pra acordar para o próximo dia. Lembra do curso de culinária que eu tinha me inscrito? Pois é, foi dia 26 e nem deu para eu ir pois já estou trabalhando. Era pra eu ter ido pegar meu RG paulistano e também ainda não fui porque não tive tempo. Essa semana prometo me organizar e farei tudo isso no meu horário de almoço.
E lá no trabalho está indo tudo bem. Estou adorando o lugar, as pessoas e o que eu faço. 
Quinta, recebemos as chaves do apartamento (amém!) e ontem a nossa mudança chegou. Nossa como as coisas aconteceram em ordem e no seu tempo certo. Parece até que foi combinado, mas não foi. São as energias positivas que estão nos rodeando. 
Passamos o sábado todo no apartamento, descarregando as coisas e organizando. Dá um trabalhão, mas é muito bom quando tudo vai ficando no seu lugar. Esse apartamento é bem menor do que morávamos em Fortaleza e o mais louco é que estamos pagando o dobro do preço, mas OK. Saímos de lá meia noite e a sala, a cozinha e o gabinete já estão habitáveis, faltando apenas alguns detalhes que serão providenciados hoje e o guarda-roupa que será montado pelo montador da transportadora durante a semana. Aliás, quero elogiar e muito a Granero que foi quem se encarregou da nossa mudança. Pagamos caro, mas valeu a pena, todos são muito atenciosos e cuidadosos e o caminhão chegou antes do prazo. Então, fica aqui a indicação para quem precisa se mudar. 
E as coisas vão se ajeitando, daqui a pouco estaremos instalados no nosso cantinho e voltando a nossa vida normal.